“MARL, SA” com margens operacionais positivas

Relatório de Execução Orçamental do primeiro trimestre de 2019
A “MARL, SA”, empresa que gere o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa, apresentou no primeiro trimestre deste ano margens operacionais positivas de 74% e 41%, respetivamente, ao nível do EBITDA e do EBIT, que compara com 72% e 39% no período homólogo de 2018.

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ascendeu, nestes primeiros três meses, a 2 558,8 milhares de euros (m€), registando um desvio favorável de 26,8 milhares de euros (+1,1%) face ao Orçamento de 2019 e um aumento de 157 milhares de euros (+6,5%) face ao período homólogo de 2018.

Já o EBIT (antes de juros e tributos) ascendeu a 1 507,2 m€, registando um aumento de 122 m€ (+8,8%) face a igual período do anterior e um desvio favorável de 45,8 m€ (+3,1%) face ao orçamentado.

De acordo com o Relatório de Execução Orçamental relativo ao primeiro trimestre de 2019, a evolução favorável face ao período homólogo do ano anterior é maioritariamente apurada no aumento do volume de negócios, em 166,2 m€ (+5,2%). Já a evolução favorável face ao orçamentado deve-se ao desvio favorável nos gastos operacionais, em 71,9 m€ (-7%).

Quanto aos encargos financeiros, eles apresentam um desvio favorável face às duas circunstâncias (1T18 e PAO1T19), respetivamente, em 11,3 m€ (-12,5%) e 9 m€ (-10,3%), refletindo a redução do passivo bancário e a obtenção de condições de “pricing” mais favoráveis.

O resultado líquido do período em análise ascendeu a 1 075,1 m€, acima do período homólogo 99,7 m€ (+10,2%), e acima do PAO1T19 em 39,9 m€ (+3,9%).

Em termos acumulados, o rendimento “core”, as taxas de utilização que representam 78% da estrutura de rendimentos, ascendeu a 2 626,2 m€, registando uma evolução favorável de 124,6 m€ (+4,7%) face ao período homólogo de 2018.

Os gastos operacionais “cash” (excluindo depreciações), que representam 27% dos rendimentos operacionais, ascenderam a 908,9 m€, situando-se abaixo do primeiro trimestre de 2018 e do Orçamento 2019, respetivamente em 7,3 m€ (-0,8%) e 71,9 m€ (-7,3%).

Face ao período homólogo, registam-se desvios favoráveis nos FSE’s, em 9,6 m€ (-1,5%) e nos outros gastos operacionais, em 7,7 m€ (-10%), que compensam o aumento dos gastos com pessoal em 9,9 m€ (+4,5%).

Ao nível dos FSE’s, os desvios apurados resultam das variações em várias rubricas, designadamente na água, que reduziu 10,9 m€ (-19,2%) em resultado do investimento realizado nos últimos anos e das medidas de racionalização de recursos, que têm permitido reduzir substancialmente as perdas decorrentes de ruturas, minimizando desperdícios nos equipamentos. Também a limpeza reduziu 12,6 m€ (-6%), uma redução apurada nas sub-rubricas de tratamento de resíduos, que reduziu 8,5 m€ (-22,9%), e na redução de gastos na manutenção de espaços verdes, em 4,2 m€ (-66,7%).

Por último, a dívida financeira líquida, que reduziu em 1 342,6 m€, situando-se 3,5% abaixo do valor registado em 31 de dezembro de 2018, ascendendo a 37.480,8 m€, e o rácio dívida líquida/capitais próprios (incluindo subsídios) situou-se em 0,60, em linha com o ano anterior e o previsto no Orçamento 2019.

2019-07-29T12:37:49+00:00