«Em 2018, criámos futuro para a empresa» — diz Presidente do Mercado Abastecedor de Braga

Aprovados Documentos de Prestação de Contas
«Podemos olhar para trás com satisfação; num ciclo caracterizado pelo maior volume de investimento jamais realizado no MARB desde a sua entrada em funcionamento, criámos futuro para a empresa e abrimos novas possibilidades de crescimento; este é um caminho a manter: disciplina na despesa operacional, dinâmica comercial e melhoria progressiva dos resultados».

É assim que o Presidente do Conselho de Administração do Mercado Abastecedor da Região de Braga (MARB) resume o exercício de 2018, em mensagem que incorpora os Documentos de Prestação de Contas agora aprovados.

De acordo com Rui Paulo Figueiredo, a gestão rigorosa dos gastos operacionais, em conjugação com a dinâmica promocional e comercial introduzida, permitiu potenciar as oportunidades e vantagens proporcionadas pela recuperação da economia.

«Temos hoje um volume de negócios menos dependente da incorporação de taxas de acesso, que atingiu 623 mil euros em 2018, mas que vai ultrapassar recorrentemente, com o novo espaço (dedicado à logística industrial, contratado com Rangel/Bosch), nos próximos anos, 1 milhão de euros e gastos operacionais (fornecimentos e serviços externos e gastos com pessoal) de 339 mil euros, que se vão manter, para um resultado líquido de 198 mil euros e que irá crescer nos próximos anos», releva o CEO do Grupo SIMAB.

Para Rui Paulo Figueiredo, o bom desempenho «reflete em grande parte o investimento na atratividade e na promoção da oferta comercial do MARB e dos serviços que presta», demonstrando «a importância das opções de gestão tomadas», que permitiram «responder aos desafios que representam as condições de mercado em constante mudança, a dinamização comercial, a boa gestão do endividamento e a realização de investimentos de expansão, a par de uma seletiva reposição da capacidade produtiva dos edifícios e equipamentos, na área de eficiência de recursos energéticos e hídricos e em novos meios tecnológicos».

A par dos investimentos a realizar nos próximos anos, que o dotarão de melhores condições de operação, o MARL deverá manter a especial vocação e preponderância do setor alimentar, assegurando a componente de “mercado hortofrutícola” e de apoio à produção regional, reforçando a atividade logística, que o confirmará como Centro de Distribuição e Logística Agroalimentar de excelência no Minho.

«Reafirmamos, assim, a confiança na capacidade de crescimento dos nossos negócios, em 2019 e nos anos que se seguem, assim como o compromisso com uma estratégia de crescimento que envolva a todos quantos para tal possam contribuir, mais ou menos diretamente; afinal, o interesse público de empresas como a MARB, SA, é, também, ter uma influência na criação de valor para a economia da região e do país», conclui Rui Paulo Figueiredo.

Nesta mensagem, o Presidente do MARB faz ainda questão de sublinhar o «apoio entusiástico da Câmara Municipal de Braga» às opções assumidas, «em especial ao nível da construção de um novo pavilhão, colocando fim a anos de indecisão sobre o destino a dar a um terreno vazio, e a inexcedível cooperação na sua concretização», o que – diz — «merece um especial agradecimento».

 

Importante aumento dos rendimentos operacionais

A MARB, SA encerrou o ano de 2018 com um Resultado Líquido positivo de 197,9 milhares de euros, valor superior ao registado no ano de 2017 em 86,5 milhares de euros (+78%). O EBITDA totalizou 273,6 milhares de euros, acima do ano anterior em 21,3 milhares de euros (+8%). De salientar que esta evolução resulta, maioritariamente, do aumento do volume de negócios em 18,6 milhares de euros (+3%). Por seu turno, o EBIT ascendeu a 239,6 milhares de euros, apresentando um acréscimo de 31,3 milhares de euros (+15%) face ao ano anterior.

A variação nos resultados de 2018 face ao ano anterior foi fundamentalmente influenciada pelo aumento dos rendimentos operacionais (excluindo integração de subsídios ao investimento) no montante de 18,7 milhares de euros (+3%), maioritariamente impulsionado pelo aumento dos rendimentos “core”, as taxas de utilização, que crescem 12,4 milhares de euros (+2,3%).

Foi também influenciada pela redução dos encargos financeiros em 62,2 milhares de euros (-91%), em resultado da “operação harmónio”, traduzida numa operação de redução e aumento de capital social, realizado em espécie por via da conversão de suprimentos.

Destaca-se favoravelmente o desvio apurado no pavilhão de grandes e médios grossistas, positivo em 8 milhares de euros (+2,7%), apurado maioritariamente nos escritórios.

A rubrica “outros rendimentos operacionais” ascendeu a 3,2 milhares de euros e inclui, por exemplo, rendimentos provenientes da venda de recicláveis (1,5 milhares de euros).

2019-07-29T12:42:07+00:00