SIMAB e MERCASA assumem no México estatuto de observadores da FLAMA

A “SIMAB, SA”, que gere a rede pública de mercados abastecedores em Portugal, e a sua homóloga espanhola “Mercasa, MP” tornaram-se, esta quinta-feira (26 julho), membros-observadores da Federação Latino-Americana de Mercados Abastecedores (FLAMA). O estatuto decorre de um estreitar de relações que se desenvolvia entre as partes, agora formalizado num memorando de entendimento assinado no México, onde decorre uma assembleia ordinária da “Confederación Nacional de Agrupaciones de Comerciantes de Centros de Abasto, AC” (CONACCA) e uma assembleia geral da própria FLAMA.

Rui Paulo Figueiredo, CEO do Grupo SIMAB, considera o momento «particularmente importante», desde logo porque dá visibilidade a uma relação promissora, mas porque vem potenciar a cooperação entre as três entidades, não só no plano comercial, mas igualmente no estabelecimento de parcerias estratégicas.

O reforço das relações institucionais com a Mercasa e com a FLAMA permite um acesso privilegiado da SIMAB e dos seus clientes/operadores a um conjunto de mercados com particular interesse comercial; além disso, uma das cláusulas deste memorando refere-se muito concretamente à cooperação na prestação de serviços, por exemplo na conceção, requalificação e modernização de mercados abastecedores e locais, bem como no apoio à sua gestão.

Nesta cláusula, enfatiza-se particularmente a execução de estudos de caracterização da produção agroalimentar; estudos de projeto, dimensionamento e modernização de mercados grossistas; estudos de caracterização comercial, revitalização e modernização de mercados municipais; estudos de viabilidade económico-financeira; elaboração e organização de expedientes de financiamento (a partir de instituições financeiras internacionais); projetos de arquitetura e engenharia; e soluções de modernização tecnológica e “branding”.

No âmbito deste acordo, a SIMAB, a Mercasa e a FLAMA assumem também o compromisso de tentar influenciar políticas governamentais «que garantam boas práticas comerciais, alimentos saudáveis, de qualidade e a bom preço, o desenvolvimento de programas de melhoria e eficiência logística, bem como a modernização dos canais tradicionais de distribuição».

As três entidades propõem-se cooperar no desenvolvimento e crescimento do comércio internacional entre os países da América Latina, Espanha e Portugal, «em particular entre os operadores instalados nos respetivos mercados abastecedores, mas igualmente no que se refere ao comércio eletrónico e à possível instalação de espaços comerciais de uns países nos mercados abastecedores de outros países».

Também o desenvolvimento da campanha internacional “Love Your Local Market”, coordenada pela União Mundial de Mercados Abastecedores (WUWM), que pretende reforçar a atratividade dos mercados junto das respetivas comunidades, justifica uma cláusula do memorando.

A FLAMA integra uma rede de distribuição agroalimentar organizada por federações, associações de abastecimento, organizações de pequenos e médios empresários do setor produtivo e comercial, bem como instituições públicas e privadas relacionadas com o abastecimento em cada país-membro.

O ambiente dos mercados agroalimentares da América Latina caracteriza-se – de acordo com o documento agora subscrito por Rui Paulo Figueiredo e por David Martínez Fontano (presidente da “Mercasa”) e Arturo Fernández (presidente da FLAMA) – por uma comercialização heterogénea e regionalizada de produtos hortícolas, segundo padrões culturais e costumes alimentares.

Porque a população da região enfrenta mudanças nos padrões de consumo, os mercados grossistas estão a desenvolver, eles próprios, programas de modernização do setor, designadamente no que concerne a infraestruturas de operação, custos de armazenamento e operação, perdas de produto, competitividade, segurança e inovação.

2019-07-29T12:07:16+00:00