Futuro auspicioso para a SIMAB — diz Rui Paulo Figueiredo, em entrevista à TSF

«Se entretanto não acontecer nenhuma catástrofe no País, em 2026, os mercados abastecedores do Grupo SIMAB (Lisboa, Braga, Évora e Faro) terão zero de dívida e estarão a libertar cerca de nove milhões de euros de resultados operacionais». O prognóstico é do CEO do Grupo, Rui Paulo Figueiredo, em entrevista à TSF, no âmbito de uma rubrica que assinala os 25 anos da sociedade. Na conversa com a jornalista Ana Maria Ramos, o responsável enfatiza o plano de modernização dos mercados, particularmente o do Mercado de Lisboa, «porta-aviões do grupo», e os grandes investimentos, uns em curso e outros em negociação.

«Pretendemos continuar a investir, em cada ano, cerca de 3 a 4 milhões de euros de dinheiro público; mas criámos também condições para mais investimento privado; neste momento assinámos contratos e temos em cima da mesa cerca de 13 milhões de euros de investimento privado em todos os mercados», sublinha.

De entre os que estão na mesa, Rui Paulo Figueiredo salienta o projeto, em curso, no Mercado Abastecedor de Braga (MARB), com cinco mil metros quadrados de área coberta: «destina-se à operação logística ligada a um grande investimento da “Bosh” na região do Minho, mereceu a recente visita da chanceler alemã e do nosso primeiro-ministro; (…) é para estar concluído a 31 de dezembro de 2018 e vai trazer muito emprego e emprego qualificado para a região».

Tendo em conta que, em 2017, a SIMAB registou o melhor ano de sempre, com lucros de quase cinco milhões de euros, o CEO do Grupo admitiu que estes resultados não são apenas consequência da boa conjuntura económica: «aos resultados do grupo não é alheio o crescimento da economia nacional», mas, a par disso, ocorreu também «uma mudança de paradigma».

«Os mercados abastecedores não escaparam à intervenção da “troika” no nosso País e à visão de então, de cortar, cortar… de reduzir a despesa operacional; é verdade que teve impacto positivo na diminuição da despesa operacional, mas provocou, a determinada altura, uma degradação da qualidade dos serviços que prestamos; ora, quando vendemos espaços e serviços, não podemos persistir nessa degradação; se os mercados abastecedores são grandes plataformas logísticas de base agroalimentar, temos de prestar serviços com qualidade», sustenta.

À pergunta sobre «o que fizeram então», Rui Paulo Figueiredo respondeu com a seleção das rubricas onde se poderia alterar a gestão herdada: «analisamos rubrica a rubrica, diminuímos parte da despesa operacional, no primeiro ano, e depois aumentámos muitas outras, melhorando a qualidade dos serviços, ao nível dos espaços, da segurança… etc.

«Mantivemos um controlo apertado da despesa operacional, passámos a ser muito mais agressivos do ponto de vista comercial, aumentámos a notoriedade do grupo, não só junto de potenciais clientes, mas também junto da imprensa regional e nacional e da especializada, uma forte aposta na comunicação… e isto permitiu controlar a despesa, aumentar substancialmente os rendimentos operacionais, aumentar o EBITDA; com isso tivemos nos dois últimos anos os melhores resultados líquidos de sempre, reduzindo 13 milhões de euros à dívida, que reduziu em 19 por cento», explica.

 

Oiça a entrevista na íntegra: https://soundcloud.com/user-553097755/simab-25-anos-rui-paulo-figueiredo

2019-07-29T12:07:45+00:00